Um pedido de patente da Motorola Solutions, feito em 4 de julho deste ano, apresenta um método novo, método de rastrear e identificar pessoas que mudam regularmente seus dispositivos móveis. Segundo ele, pessoas que mudam de celular frequentemente podem ser “criminosos em potencial” e serão identificadas como “suspeitas” pelo sistema. Vejamos:

Como funcionaria:

Um servidor receberia constantemente os dados de reconhecimento facial de pessoas e IMEI dos dispositivos. Em seguida, associaria à pessoa àquele celular. O processo seria repetido várias vezes e determinaria se o celular relacionado à pessoa foi alterado ou não.

Segundo a Motorola, o aplicativo se justificaria pois as pessoas que “não são boas” poderiam mudar de telefone regularmente para evitar serem rastreadas.

Afirmação, que já está provocando revolta em membros de várias comunidades, como jornalistas investigativos e ativistas de direitos humanos, que são obrigados a alterar seus dispositivos com frequência. Sem falar na possibilidade de invasão de privacidade envolvida, pois não seria possível “desligar” a aplicação.

Reforça este pensamento, ao se observar que o pedido de patente prevê uma comunidade de vigilância de larga escala que rastreia todos, com servidores em uma determinada cidade, afiliando o rosto de cada indivíduo com um dispositivo móvel. Segundo a patente, estes servidores locais, atrelariam o rosto da pessoa ao seu smartphone, por meio de técnicas de reconhecimento facial e outras diferentes tecnologias de monitoramento.

A Patente Motorola

Da patente, também se verifica que o sistema de reconhecimento facial e “sniffer” de IMEI pode ser implementado, por exemplo, em shoppings, ‘identificando’ quando estas pessoas entrarem e saírem. De acordo com a Motorola, isso permitiria múltiplas detecções de cada indivíduo, auxiliando na determinação dos dispositivos associados a este.

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