Como já vimos, no post anterior, as 3 verdades sobre o relacionamento, vamos agora então conhecer algumas providencias, que devem ser tomadas antes, durante e depois do divórcio.

Analisou os prós e contras e decidiu divorciar?

Então vejamos algumas providências a serem tomadas.

1. Faça uma reserva financeira independente.

No geral, brigar na justiça custa 30% mais do que se fosse realizado um acordo no início da conversa.

Em nossa experiência, buscar um acordo, na maioria dos casos, produz o mesmo resultado do que anos de litígio.

Mas, independentemente de sua escolha (acordo ou briga), você deve ter condições financeiras e emocionais para suportar qualquer um dos caminhos que escolher.

Por isso, seja para fazer um acordo ou litigar, é importante você encontrar meios de não depender do seu futuro ex. em uma negociação, sem meios e sem informação, acabará ficando em situação desfavorável na hora discutir um acordo.

Em muitos casos verificamos que ter a precisão de valores imediatos, retirou o poder da parte para uma negociação mais vantajosa em termos de bens.

2. É hora de conhecer com quem você se casou

É no momento do divórcio as pessoas demonstram quem são.

No escritório, já aconteceram casos de grande generosidade e bem-querer e outros que trouxeram a pior faceta da personalidade humana. Independentemente, sempre foram uma surpresa ao outro, mesmo após anos de convivência.

Por isso, nossa recomendação é que tenha, além de uma defesa jurídica e que esteja a par de todos os bens possuídos, um amparo emocional.

Pode ser um amigo ou familiar ou mesmo de uma ajuda profissional para cuidar da sua saúde mental nesta nova fase da vida, que irá se iniciar.

3. Processo não é vingança

Não busque na justiça uma compensação pelo fim de seu casamento. Nos casos de infidelidade, o traído, cegado pelo ódio, quer que o juiz declare a ‘culpa’ do outro pelo fim do casamento.

Todavia, na maioria dos casos, isso só vai lhe fazer perder a cabeça, seu tempo e seu dinheiro, uma vez que o entendimento atual é que quando acaba o casamento, não há um único culpado.

Claro que existem casos excepcionais, onde reside a possibilidade de indenização por danos morais ou físicos, mas são raros e dependem de um conjunto probatório consistente.

Por isso, se optou por “brigar”, esteja preparado para as “tocaias” que virão.

4. Dos filhos

Muitos ‘ex’ fazem dos filhos verdadeiras armas para prejudicar o outro. Neste, a certeza da perda, recai apenas para eles.

Por isso, se você realmente e verdadeiramente ama seus filhos, faça o máximo para não os envolver na briga.

Durante o período em que a ação do divórcio estiver tramitando tente separar o que é ex , do que é mãe ou pai.

Vemos muitas pessoas que destruíram os laços dos filhos com o ex e estes acabaram tento diversos problemas emocionais e comportamentais, inclusive na vida adulta.

5. Quem fica com as crianças?

O Código Civil segue a mesma linha, afirmando que estes ficarão com aquele que reunir ‘melhores condições’, deterá a guarda dos filhos. Mas não é de dinheiro que estamos falando.

Claro que a guarda materna ainda é maioria, mas hoje a guarda compartilhada pode seu uma opção onde ambos os pais podem educar muito bem seus filhos. Também não são raros, os casos onde homens desempenham muito bem o papel de guardiões das crianças.

Em meio a pandemia, a guarda do filho menor deverá ficar apenas com um dos pais, para resguardar o mesmo.

Independentemente do caso, lembre-se que o bem-estar físico e emocional dos filhos é determinante para que seja definido pelo juiz quem terá sua guarda.

6. Tudo que você fizer ou disser certamente vai lhe prejudicar em processo judicial.

Mesmo que você sinta raiva, dor, desespero, solidão e um incomensurável desejo de ver seu ex mal, resista! Atitudes impensadas tendem a explodir na sua mão.

Fazer o esvaziamento patrimonial passando imóveis para terceiros ou mesmo sumir com aplicações financeiras, são procedimentos que muitos fazem pensando que não há como rastrear ou anular. Mas, na prática, acontece o inverso. Hoje, bens e valores, inclusive no exterior, são rastreados com agilidade e a partilham, mesmo que demore, é inevitável. Há casos em que até o patrimônio em nome de empresas, quando comprovadamente desviados para a pessoa jurídica, foram trazidos para as pessoas físicas do casal e, por derradeiro, partilhados.

Procure manter o foco nas suas metas e lembre-se do seu regime de bens, que escolheu ao casar. No fim, é ele que vai ditar como será a divisão.

7. Achou alguém, primeiro resolva

É comum, durante o processo de divórcio, você encontrar alguém. Afinal, a vida segue e a fila anda.

Este é um ótimo momento de repensar a posição quanto a um acordo mais razoável. O que era visceral acaba sendo minimizado pelo tempo e a continuidade da briga pode prejudicar o novo relacionamento.

Logo, a velha máxima de ‘um acordo ruim é melhor do que uma boa briga” acaba ficando mais clara. Mas pense bem antes de aceitar qualquer proposta para ‘se livrar’ do problema. Não faça acordo sem antes consultar seu advogado, pois um acordo MUITO ruim, var retira-lhe o direito de arrependimento.

Contudo, se não há solução, aprenda a conviver com o litígio e evite ao máximo comentar sobre seu processo e as brigas que acontecem. Não é raro a pessoa acabar tendo que lidar com dois processos de separação ao mesmo tempo.

8. Ocupe-se!

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Como falado acima, separação implica em restrições financeira.

Para quem vai pagar pensão será, no mínimo, duas casas para manter e, para quem recebe, o valor que entrava integral no lar, agora será 70% menor.

Por isso trabalhe muito! Quanto mais você trabalhar, mais dinheiro terá e, como prêmio, ganhará menos tempo para viver os conflitos e angustias da separação.

Mesmo que tenha condições financeiras, busque ocupar sua cabeça, preencher seu tempo ocioso.

Ocupe sua nova realidade, como, por exemplo:

  1. Inscreva-se em programas de voluntariado;
  2. Fazer cursos;
  3. Aumentar seu círculo de amizades útil;
  4. Fazer uma academia;
  5. Reunir os amigos que sobraram.

Faça coisas que lhe dão prazer, conviva com pessoas que não lhe critiquem o tempo todo ou lhe questionem o todo tempo.

Seja mais leve em seus pensamentos.

Sobretudo, não tenha vergonha de sentir-se deslocado no início, inclusive para encontrar outra pessoa.

9. Abandone frases prontas como ‘casamento nunca mais’ ou ‘não quero saber de mais ninguém’.

Saiba que as palavras têm poder e energia. Seja positivo (a), diga coisas boas sobre o seu futuro e não tenha medo de viver.

Apaixone-se, case novamente, faça planos e inclua nestes um novo amor.

E que me desculpe o poeta, mas que este seja feliz e infinito enquanto lhe fizer bem.

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